Apresentação sobre como a tecnologia SD-WAN transforma redes operativas ao integrar múltiplos meios de acesso — com destaque para links de satélite LEO — garantindo maior disponibilidade, resiliência e desempenho em ambientes críticos e remotos.
Wemerson Ferreira - ISA ENERGIA BRASIL
Na rede de distribuição, a perda de performance raramente surge como falha evidente. Ela começa de forma silenciosa, na lentidão dos comandos, na instabilidade das comunicações e na degradação gradual dos equipamentos. Esses sinais, quando não tratados, se traduzem em custo oculto, retrabalho e pressão sobre os indicadores de continuidade.
Foi para enfrentar esse problema de forma estrutural que nasceu o Potência Máxima: um processo contínuo de diagnóstico, monitoramento e priorização de ações nos ativos de automação. Mais que uma ferramenta, é um modelo de gestão orientado por dados, que utiliza métricas permanentes, análise de tendências e uma matriz que conecta sintomas a causas prováveis. Assim, substitui a atuação reativa por decisões preventivas, preditivas e padronizadas.
Os resultados já são concretos: em um ano, os equipamentos com baixa performance caíram de 30% para 26%, com economia direta projetada de R$ 2,8 milhões até 2028.
A reflexão final é simples: estamos reagindo às falhas ou gerenciando, de forma estruturada, as causas da perda de performance da função automação em nossas redes?
Lucas Sales e Sávio Aires - Energisa
O projeto consiste na implementação de uma plataforma de Analytics e Data Engineering para coletar, tratar e integrar dados operacionais e comerciais aplicados à otimização dos sistemas de telecomunicação, automação e manutenção da rede. A iniciativa surgiu da necessidade de elevar a eficiência operacional e reduzir lacunas de monitoramento em processos críticos. Com a centralização destes dados, o projeto estabelece governança, rastreabilidade e maior confiabilidade para análises. Resultados anteriores já demonstram impacto relevante do trabalho com dados, com a elevação do Índice de Disponibilidade de Comunicação de 97,3% para 99,2% e da efetividade das Transferências Automáticas de 84,1% para 97,7% nos últimos 3 anos. A plataforma cria uma estrutura sólida para expansão futura, incluindo o uso de IA e modelos avançados de decisão.
Bruno dos Santos - EDP
Apresentar os desafios encontrados na substituição de trecho de cabo OPGW, devido vandalismo que causou o rompimento parcial do núcleo óptico por danos causados por arma de fogo.
A substituição dos trechos danificados apresentou vários desafios às equipes de linhas e Telecomunicações, desafios esses que serão detalhados durante a palestra.
Luiz Geraldo Gomes Rios - Axia Energia
Inventário, Governança e Risco com Base CISA e ISO 55000
Karina Cunha - SGBH
Julia Guerra – Cepel
Eduardo Honorato - NovaRed
A Neoenergia está acelerando sua estratégia de digitalização das redes de distribuição com uma arquitetura IoT híbrida e resiliente, que integra múltiplas tecnologias e uma gestão mais inteligente da comunicação em campo — incluindo LTE privativa, LTE pública, NTN-IoT e eSIM SGP.32.
Com essa combinação de tecnologias, parcerias e inovação aplicada, a companhia fortalece sua infraestrutura de conectividade, tornando-a mais robusta e preparada para o crescimento acelerado de dispositivos IoT na rede elétrica, além de promover uma experiência superior para os clientes.
Alan Macieira - Neoenergia
A apresentação pretende compartilhar o conceito da observabilidade no negócio de transmissão de energia e como a conectividade garante essa observabilidade, com uma infraestrutura resiliente.
Iremos compartilhar solução tecnológicas orientadas ao negócio, sendo que a conectividade garante um diferencial estratégico para o negócio, além de ferramentas e iniciativas que suportam o negócio de transmissão de energia, com uma visão de futuro para essas soluções.
Rafael Vieira da Silva Ferreira - Taesa
A implantação de medidores inteligentes (AMI) ampliou significativamente o volume de dados disponíveis sobre o comportamento da rede elétrica e do consumo dos clientes. No entanto, esses dados eram subutilizados nos processos operacionais, limitando seu potencial para identificação de perdas, fraudes, problemas de qualidade de energia e apoio à tomada de decisão em tempo real. A Cemig estruturou uma solução de Big Data AMI integrando infraestrutura de telecomunicações, plataformas de dados e algoritmos de analytics avançado. A solução consolida, processa e analisa grandes volumes de dados provenientes dos medidores inteligentes, permitindo detecção automática de anomalias, apoio à identificação de fraudes, análise de transgressões de tensão e suporte à priorização de atendimentos e ações operacionais. A arquitetura foi projetada para integração com sistemas corporativos e escalabilidade para outras distribuidoras.
A solução já apresenta resultados concretos no apoio à operação, com maior eficiência na análise de eventos da rede, melhoria na assertividade de ações de campo e otimização do uso das informações do AMI. Os ganhos incluem redução de retrabalho, melhor direcionamento de equipes, aumento da confiabilidade da rede e criação de base tecnológica para novos serviços digitais. O projeto demonstra forte potencial de replicação e monetização, caracterizando-se como uma iniciativa estratégica de inovação aplicada em telecomunicações e tecnologia operacional.
Carolina Cândida de Oliveira - CEMIG
O Projeto Minha Energia consolida-se como um piloto SANDBOX TARIFÁRIO no setor elétrico brasileiro, integrando telecomunicações, medição inteligente (AMI) e protagonismo do cliente em um ambiente real de experimentação regulatória. Estruturado no contexto do Sandbox Tarifário, o projeto combina inovação tecnológica, modernização tarifária e inteligência comportamental, posicionando a distribuidora no centro da agenda de transformação do setor.
A iniciativa implementa uma tarifa horo-sazonal-locacional aplicada a uma amostra real de consumidores residenciais e comerciais, apoiada por smart meters com conexão via Bluetooth e integração a uma plataforma digital dedicada. O aplicativo “Minha Energia” permite ao cliente acompanhar seu consumo ainda dentro do ciclo de faturamento, mesmo sem uso de dados móveis, ampliando transparência, autonomia e capacidade de decisão. Trata-se de uma solução acessível, de baixo custo e alto impacto, que conecta medidor, telecom e experiência digital em um único ecossistema.
Mais do que testar uma nova tarifa, o piloto inaugura um novo modelo de relacionamento: dados em tempo real, comunicação ativa e incentivo ao consumo consciente. É um laboratório vivo de inovação, capaz de gerar aprendizados regulatórios, eficiência operacional e valor direto ao cliente, consolidando um marco na digitalização da distribuição de energia.
Ana Kelly – Equatorial
Rogério Diógenes - NEPEN
As distribuidoras de energia no Brasil avançam rumo à implementação massiva de Infraestruturas Avançadas de Medição (AMI), fundamentais para a modernização e digitalização da rede. Nesse movimento, a CPFL tem conduzido iniciativas estruturadas para viabilizar a interoperabilidade entre medidores de diferentes fabricantes, elemento essencial para garantir flexibilidade tecnológica, competitividade e sustentabilidade da solução ao longo de seu ciclo de vida.
Esta apresentação compartilha a evolução do trabalho da CPFL, que iniciou seus ensaios em ambiente controlado e agora avança para resultados e aprendizados alinhados às condições de produção de seu projeto de AMI (B Smart). O objetivo central é demonstrar como a CPFL tem avançado na implementação e validação da interoperabilidade baseada no protocolo Wi-SUN 1.0, avaliando o desempenho da comunicação, a compatibilidade entre dispositivos multivendor e a aderência aos requisitos técnicos definidos pela empresa.
A experiência acumulada reforçou três pilares que vêm norteando a estratégia da CPFL:
1. Especificações técnicas robustas e claras; 2. Pontos de controle no processo de homologação; e 3. Sustentabilidade e mitigação de lock-in de fornecedores.
Os resultados obtidos até o momento mostram avanço consistente na taxa de sucesso de comandos básicos, maior estabilidade da comunicação e crescente aderência às especificações. Esses achados oferecem subsídios importantes para as distribuidoras e fornecedores na construção de estratégias mais seguras, escaláveis e sustentáveis para a implementação do AMI no Brasil.
Vinicius De Paula Arruda e Gabriel Henrique Cremasco – CPFL Energia
Utilizando drones e inteligência artificial evoluímos da inspeção tradicional de rede para o modelo de gestão de ativos orientado por dados.
Em um contexto de pressão por eficiência, qualidade de serviço e maior resiliência da infraestrutura, a capacidade de entender a condição real da rede e priorizar investimentos com precisão torna-se um diferencial competitivo.
Como exemplo prático, apresentaremos o projeto SISDRONE da Energisa, que utiliza drones para digitalizar a inspeção de ativos em larga escala, ampliando a cobertura da rede, aumentando a segurança operacional e criando uma base estruturada de dados que permite decisões mais rápidas e fundamentadas sobre manutenção e planejamento.
A partir dessa base digital, a aplicação de inteligência artificial permite transformar imagens e dados de campo em insights operacionais acionáveis, como classificação de criticidade de ativos, priorização de intervenções e antecipação de falhas. O resultado é uma operação mais previsível, com melhor alocação de recursos, menos intervenções emergenciais e maior confiabilidade do sistema elétrico.
O painel busca compartilhar aprendizados dessa jornada e provocar o setor sobre o próximo passo da transformação: utilities que conseguirem transformar dados em decisão consistente tendem a operar melhor, investir com mais eficiência e abrir espaço para novos modelos de colaboração e geração de valor no ecossistema de energia.
Silas Langsdorff e Rosana Pereira - Energisa
Jennifer Karlsson - ARQION
Dominique Verhulst - NOKIA
Esta palestra apresentará a modernização completa do ecossistema de comunicação operacional da EDP, combinando a expansão do sistema VHF digital com tecnologia dual (P25/DMR) e o desenvolvimento de repetidoras compactas híbridas para eliminação de zonas de sombra em áreas de relevo crítico. A solução integra redundância, telemetria avançada, comunicação IP, geoposicionamento de equipes, mensagens de texto, modos FDMA/TDMA e infraestrutura plug & play com autonomia energética. Os resultados incluem aumentos expressivos de cobertura, redução do TMA, maior segurança operacional e um modelo replicável para diferentes geografias.
Jefferson Alberto Souza dos Santos - EDP
A palestra aborda o papel estratégico da Tecnologia da Informação e Comunicação na modernização e no fortalecimento de operações críticas. Serão apresentados conceitos e aplicações que demonstram como a conectividade inteligente, aliada a sistemas de gestão operacional, visão computacional com inteligência artificial e automação de inspeções, contribui para maior confiabilidade, segurança e eficiência dos ativos. A apresentação oferece uma visão integrada das tecnologias que sustentam a transformação digital de ambientes industriais e de infraestrutura, destacando seu impacto na tomada de decisão e na sustentabilidade operacional.
André Ribeiro e Gabriel Pierre – Netcon Américas
A palestra abordará como a Nokia e a Q13 com a tecnologia Fiber Sensing reescrevem a confiabilidade da transmissão elétrica e suas criatividades
Albino Lopes Neto - Nokia
Robson Raimundo Teodoro - Advantech
Painel que abordará os temas relevantes que podem ser utilizados para acelerar a redução de risco no setor elétrico brasileiro, trazendo uma abordagem sobre do novo RO do ONS, chamada pública para tema de revisão tarifária e oportunidades e desafios relacionados ao ProPDI Aneel.
Mediação: Raphael Pereira - CTO da Shield
Bruno Macena - Energisa
Geraldo Fonseca - ONS
Luiz Felipe Pamplona - Energy Future - ShieldSec
Esta palestra apresenta como utilities podem transformar a gestão de programas CAPEX por meio de uma abordagem integrada que conecta governança, planejamento, execução e controle em uma única visão. Serão abordados conceitos de previsibilidade, integração de dados e inteligência digital - incluindo o uso de IA como habilitadora - para aumentar a performance dos projetos, reduzir riscos e apoiar decisões estratégicas em ambientes regulados e complexos.
André Fregolente - Hexagon
O fgOTN (fine-grain Optical Transport Network), a próxima geração do SDH, tem como princípios alta confiabilidade, baixíssima latência, isolamento físico de serviços (hard pipes) e largura de banda flexível, sendo amplamente utilizado pela Huawei como uma evolução da rede de dados de operação, suportando todo o legado ainda ativo e necessário para o setor de utilities.
Vinicius Andretta Cardoso de Paula -ConnectoWay/Huawei
As redes de utilities enfrentam um desafio duplo: eventos climáticos extremos que danificam a infraestrutura física e ataques cibernéticos que exploram interrupções operacionais. Com o aumento da severidade das tempestades e a expansão de dispositivos conectados a redes celulares privadas, a visibilidade e o controle sobre ativos distribuídos tornaram-se pilares essenciais para a resiliência e a restauração rápida dos serviços.
Esta sessão analisa como interrupções podem surgir tanto de eventos físicos quanto de incidentes digitais e como os mesmos fundamentos de visibilidade ajudam a mitigar ambos os riscos. Discutiremos as melhores práticas para fortalecer a resiliência operacional por meio do mapeamento preciso de ativos, da aplicação de segurança no nível do dispositivo e da maior coordenação entre as equipes de rede, de segurança e de campo. Ao combinar inteligência contextual de dispositivos com firewalls e fluxos de trabalho operacionais, as utilities podem reduzir o raio de impacto de incidentes e acelerar a análise de causa raiz.
Os participantes aprenderão:
• A interseção entre eventos climáticos e ciberataques em redes modernas;
• Lacunas de visibilidade que atrasam a resposta e aumentam o risco operacional;
• Melhores práticas para controle de ativos em redes distribuídas;
• Como o contexto do dispositivo fortalece a segmentação e a segurança;
• Métodos para agilizar o diagnóstico e o restabelecimento do serviço.
Felipe Mahatma - Onelayer
O Medidor inteligente juntamente com o protocolo DLMS/COSEM trouxe para o faturamento do grupo B um nível de detalhamento de dados antes restrito ao grupo A. Entretanto, o acesso indiscriminado à massa de dados (perfis de carga, logs de eventos, alarmes e históricos) pode saturar a rede AMI, comprometendo a performance da telemedição.
Ítalo Musacchio -Nansen
Ambientes de missão crítica impõem requisitos elevados de desempenho, disponibilidade e confiabilidade. Para suportar simultaneamente serviços de voz, dados e vídeo, não basta a implantação de novas tecnologias; é necessário garantir arquiteturas capazes de operar de forma contínua, segura e resiliente. Nesse contexto, o desafio atual vai além do gerenciamento isolado de dispositivos, e passa a focar na harmonização de sistemas heterogêneos, como redes LTE privadas e sistemas de radiocomunicação (LMR), frente às rigorosas exigências de segurança do setor.
Vamos explorar como a inovação tecnológica pode ser integrada à realidade das infraestruturas de energia, abordando o papel da integração de sistemas como elemento fundamental para a conversão da complexidade técnica em governança e eficiência operacional, garantindo a continuidade dos serviços em ambientes de comunicações críticas.
Fábio Lisboa - Alcon+Kofre
Múltiplas camadas de proteção são necessárias para garantir a segurança cibernética de subestações de energia. São necessárias medidas para detectar ameaças na subestação para permitir uma resposta rápida e minimizar as consequências. Este documento descreverá um dos requisitos de segurança de Subestações IEC 61850 e uma nova abordagem para detecção ameaças nessas redes. Em seguida, uma abordagem desenvolvida especificamente para a subestações IEC 61850 será descrito.
Esta palestra exemplifica algumas possibilidades e traz resultados a través da simulação de ataques muito conhecidos em uma subestação europeia, como ataques a subestações da Ucrânia ou explorando vulnerabilidades conhecidas de IEDs (Dispositivos Eletrônicos Inteligentes). Toda esta simulação é aplicada a uma subestação IEC 61850, onde um dispositivo IDS desenvolvido para sistemas IEC 61850 detecta e alarma todos os eventos de intrusões que poderiam ser reportados para sistemas SOC (Security Operation Centers) de diversas formas.
As subestações possuem potenciais vetores de ataques cibernéticos. Se um invasor for capaz de influenciar uma ou mais subestações, isso pode ter consequências graves para o sistema elétrico. Portanto, medidas eficazes de segurança cibernética devem ser implementadas, não só nos centros de controle, mas também em subestações. Para subestações IEC 61850, uma abordagem para detecção de intrusão está disponível, a qual baseia sua configuração atrelada ao poder da linguagem de programação SCL (Substation Configuration Language) dos IEDs. A experiência com a simulação de ataques em uma subestação explorada neste trabalho exibe os eventos detectados no idioma dos engenheiros de PAC (Proteção, Automação e Controle) e, assim, oferece a vantagem de que engenheiros de PAC e de TI possam trabalhar juntos para encontrar a causa dos eventos como por exemplo o ramsonware que afetou a empresa brasileira de energia Light em 2020.
Abordagem de Monitoramento de Redes em atendimento ao submódulo 2.11 dos procedimentos de rede do ONS também será contemplada nesta palestra, com aplicações e experiências reais.
João Jorge - Omicron
Nos centros de operação do setor elétrico, a comunicação operacional é um elemento crítico para a tomada de decisão em tempo real e para a confiabilidade do sistema. A coexistência de múltiplos meios de comunicação — telefonia, radiocomunicação, satélite e dados — associada à presença de sistemas legados, impõe desafios relevantes de interoperabilidade, segurança e governança operacional nos ambientes de geração, transmissão e distribuição. A apresentação vai discutir os princípios técnicos para a integração e racionalização dos fluxos de comunicação, com foco na preservação da infraestrutura existente, na redução de riscos operacionais e no aumento da confiabilidade dos sistemas elétricos.
Richard Cruz - Byne
Opening Speech – UTCAL
Brazil 450MHz Power Industry Cases Sharing – Utility
450MHz Technical White Paper Release – Gosta Kallner
Panel Discussion – In the background of allocating 450MHz spectrum to public utilities in Brazil jointly discuss how to address the pain points and challenges faced by electric power companies by building a 450 MHz private wireless network; how to enabling the business, economic ena technical value of electric power companies. Highlight the importance and necessity of building private wireless network and suggest more electric power companies to build private wireless network.
Moderador: Marcelo Araujo (CIGRE/AXIA)
Gosta Kallner - 450 Alliance
Takeshi Ikeda - ANATEL
Sandro B. Oliveira - CEMIG
Evaldo Baldin - CPFL
Joao Carlos - CIGRE Brazil
Pablo Betancur - Huawei
Zhou Haojie - Huawei
Amanda Lopes Fernandes – CPFL
Marlon Menezes - Populos
O Debate Executivo: Os Novos Desafios dos Centros de Operações para Atendimento à Regulação traz uma visão estratégica sobre a evolução dos COIs diante de redes mais complexas, eventos climáticos extremos e de um ambiente regulatório cada vez mais exigente, destacando o papel dessas estruturas na garantia da qualidade, da resiliência e da transparência dos serviços de conectividade, na integração entre áreas e na geração de valor para o negócio e para o cliente.
Rafael Diniz David - CPFL
Bruno Gonçalves de Souza - EDP
Vinicyus Cesar de Lima – Equatorial
William Souza - Cemig
Eugenio Mrozinski Neto - Hughes
Aparecido Mendonça - Hughes
A transformação digital está redefinindo o setor de utilities, impulsionando a modernização das redes de automação e exigindo novos níveis de eficiência, visibilidade e resiliência operacional.
Nesta palestra, serão explorados desafios enfrentados pelas utilities sob o aspecto de uma jornada de digitalização, desde a visibilidade de ativos, integrações e processos até a proteção de infraestruturas críticas contra ameaças cada vez mais sofisticadas. Também será apresentada uma abordagem estratégica para construção de arquiteturas seguras, resilientes e preparadas para o futuro, com foco em governança, segmentação, monitoramento contínuo e resposta a incidentes.
Uma visão prática de como alinhar inovação, continuidade operacional e cibersegurança para sustentar a evolução do setor.
Deyvid Lira - Logicalis
A IA avança rapidamente no setor de Utilities, impactando operações e decisões críticas.
Mas a governança não evolui no mesmo ritmo.
Em infraestrutura essencial, IA não é apenas tecnologia, é infraestrutura decisória.
Com governança, há sustentabilidade, resiliência e confiança.
O foco deixa de ser técnico e passa a ser estratégico.
A vantagem competitiva estará não em quem adota IA primeiro, mas em quem a governa melhor.
Alexandre Murakami - TRIPLA
Thiago Ribeiro - Chint Global
O Wi-SUN está se consolidando como a base para redes inteligentes mais abertas, flexíveis e preparadas para o futuro. Esta apresentação discute como a interoperabilidade em Wi-SUN amplia possibilidades tecnológicas, apoia a evolução das arquiteturas AMI e quais cuidados as concessionárias devem adotar para evitar o aprisionamento tecnológico a um único fornecedor. Uma visão objetiva sobre os avanços, benefícios e desafios dessa jornada rumo a ecossistemas realmente interoperáveis.
Vinicius Martins - Landis+Gyr
Foco: SD-WAN OT com foco no cenário Starlink
Leonardo Ferreira - Cisco
Em ambientes de automação industrial, visibilidade é o primeiro passo para segurança, eficiência operacional e conformidade regulatória. No entanto, muitos projetos ainda dependem da instalação de coletores físicos, aumentando custos, complexidade e tempo de implementação.
Nesta palestra, será apresentado como a Claroty permite a construção de um inventário completo e preciso de ativos industriais utilizando abordagens inovadoras que eliminam a necessidade de hardware adicional em campo.
Os participantes entenderão como é possível identificar dispositivos, comunicações, versões de firmware, topologias e níveis de criticidade operacional de forma escalável e segura — reduzindo impacto na rede, acelerando o deployment e otimizando investimentos.
A sessão também abordará como essa visibilidade abrangente serve como base para gestão de vulnerabilidades, segmentação segura, detecção de ameaças e priorização de riscos com foco no negócio, fortalecendo a resiliência das infraestruturas críticas.
Alexandre Rodrigues - CLAROTY
A transição energética está tornando a rede mais distribuída, dinâmica e digital. Para que esse novo sistema seja resiliente, eficiente e seguro, as utilities precisam de infraestrutura de comunicação preparada para missão crítica (da subestação ao cliente final)
Nesta apresentação,falamos como a integração entre private Wireless, redes ópticas, proteção e automação torna possível acelerar a modernização da rede, suportar a expansão de DERs, veículos elétricos e microrredes, além de reduzir indicadores como SAIDI/SAIFI e fortalecer a cibersegurança OT.
Comunicação crítica não é apenas suporte — é o pilar da rede inteligente descarbonizada que estamos construindo agora.
Flavio Hott – GE Vernova
A digitalização acelerada das utilities — impulsionada por smart grids, IoT industrial, automação avançada e conectividade — está transformando profundamente a operação da infraestrutura crítica. Ao mesmo tempo, expande de forma inédita a superfície de ataques cibenéticos.
Mas o cenário está mudando novamente. A nova geração de ameaças não se limita a ransomware ou ataques tradicionais a redes OT. Ela envolve ataques potencializados por Inteligência Artificial, manipulação de modelos preditivos e sistemas de despacho, comprometimento de cadeias de fornecimento digitais, e o avanço da computação quântica, que ameaça os fundamentos da criptografia aplicada, comumente adotada para proteger as comunicações industriais
Organizações globais como o NIST já avançam em padrões de criptografia pós-quântica, enquanto frameworks como os da IEC reforçam a necessidade de segurança robusta para ambientes industriais. A pergunta estratégica para utilities no Brasil é clara: estamos preparados para proteger ativos com ciclo de vida acima de 20 anos contra ameaças que já estão em desenvolvimento hoje?
Nesta apresentação, abordaremos:
∙ Como a IA está transformando tanto a defesa quanto o ataque em ambientes OT
∙ O impacto real da computação quântica na segurança de infraestruturas críticas
∙ O risco de “harvest now, decrypt later” em dados sensíveis do setor
∙ Como construir uma arquitetura resiliente, com foco em crypto-agility e Zero Trust industrial
∙ Um roadmap prático para preparar utilities brasileiras para a próxima década
Yanis Cardoso Stoyannis - Ericsson
ERICSSON
Infraestruturas críticas operam sistemas ciberfísicos complexos, onde risco cibernético se traduz diretamente em impacto físico, financeiro e operacional. Nesse contexto, segurança não pode ser tratada como um conjunto de ferramentas isoladas, mas como uma jornada estruturada e contínua. Esta palestra apresenta uma abordagem técnica para operacionalizar segurança inteligente em ambientes IT/OT, integrando modelagem de risco contextual, consolidação de exposição normativa e técnica, construção estruturada de planos, monitoramento contínuo e investigação orientada por inteligência artificial explicável.
A proposta não substitui equipes humanas. Ela amplia sua capacidade analítica por meio de uma plataforma cognitiva com governança formal, rastreabilidade e humano no loop decisório.
Escopo:
• Segurança como Jornada Estruturada
• Modelagem de Contexto e Risco em CPS
• Consolidação de Exposição e Governança Técnica
• Monitoramento Contínuo Integrado
• Investigação Estruturada e Resposta Orientada
• Arquitetura Cognitiva para Ambientes Distribuídos
• Casos Técnicos – Setor de Energia
Thiago Branquinho - TI SAFE
A transformação digital acelerou a adoção de cloud, arquiteturas distribuídas e integrações complexas no setor de Utilities. Ao mesmo tempo, a dependência da tecnologia para garantir continuidade do serviço, conformidade regulatória e satisfação do cliente tornou-se mais crítica do que nunca. Nesta sessão, a Teletex apresenta como a observabilidade se consolidou como um pilar fundamental da confiabilidade operacional, conectando infraestrutura, aplicações, redes e a experiência do usuário em uma visão unificada e inteligente do ambiente. Com foco prático e orientado ao negócio, exploraremos os principais desafios enfrentados atualmente pelo setor — indisponibilidades, dificuldade em identificar causa raiz e impactos diretos ao cliente — e como a observabilidade permite reduzir riscos operacionais, acelerar decisões e viabilizar uma jornada digital mais segura e sustentável. A sessão se encerra com uma visão de futuro, mostrando como dados, automação e inteligência aplicada à observabilidade capacitam as Utilities a escalar operações com eficiência, resiliência e confiança, preparando-se para um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.
Gregório Oliveira - TELETEX
Em um cenário de rápidas transformações e novas aberturas regulatórias, esta palestra guiará as concessionárias de energia elétrica na elaboração de planos de digitalização estratégicos. Exploraremos como converter desafios técnicos e exigências regulatórias em alavancas de inovação, estruturando uma jornada digital capaz de reduzir riscos, otimizar investimentos e garantir a conformidade.
Além disso, apresentaremos um panorama internacional que mostra como transmissoras e distribuidoras nos Estados Unidos e Europa já avançam fortemente em digitalização, fornecendo referências práticas e lições aplicáveis ao contexto brasileiro.
Bernardo Fernandes - Siemens
Este painel tem como objetivo discutir, quase um ano depois, como a ANEEL, agentes e fornecedores estão se preparando para a criação e a implementação dos Centros de Compartilhamento e Análise de Informações ( Information Sharing and Analysis Centers) - ISAC, conforme estabelecido pela Portaria nº 148/2025 do GSI - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
A iniciativa representa um marco regulatório na estruturação da cooperação público-privada em cibersegurança, promovendo o compartilhamento de informações estratégicas sobre ameaças, vulnerabilidades e incidentes, alinhando práticas internacionais às especificidades brasileiras e foco especial em setores de infraestruturas críticas como energia, telecomunicações, transporte e saúde.
Ele se insere em um contexto de crescentes complexidade e sofisticação das ameaças cibernéticas e da necessidade de mecanismos regulatórios que incentivem a cooperação setorial e multissetorial.
A formação dos ISACs é vista como mais um passo para transformar a postura defensiva em uma estratégia de inteligência coletiva compartilhada, para elevar a resiliência cibernética e evitar riscos exponenciais e sistêmicos, com o alinhamento de práticas internacionais às especificidades brasileiras.
Luiz Fernando Moraes da Silva - GSI
Sérgio Ribeiro Leite - ANEEL
Julian Reis – ISA Energia
Hugo Mendonça - Hitachi
Wolmer Andrade Godoi - IBM
Clerinson Sant´Ana - AWS
Vivian Marcello - CPFL
Ernest W. Wohnig - Minerva Institute for Industrial AI/AS
Tópicos da apresentação:
a) Comunicação entre Subestações: Uma análise segundo a norma IEC 61850-90-1 (Tunneling / Proxy Gateway).
b) Desafios de Implementação: Os principais obstáculos na comunicação entre subestações em ambientes modernos.
c) Soluções e Estratégias: Como superar os desafios técnicos na transição para redes de pacotes.
d) Casos Práticos: Apresentação de testes reais e casos de sucesso no setor.
Ricardo Alencar - Hitachi Energy
Contextualização e visões sobre o uso sustentável de recursos de espectro e órbita por redes de satélites.
Rafael Pinto Prata - ANATEL
A utilização profissional de drones no setor elétrico exige rigorosa aderência à legislação vigente e foco na prevenção de acidentes. Como aeronaves sob domínio do Estado e reguladas por órgãos como ANAC, DECEA e ANATEL, os drones operam sob os pilares da excelência tecnológica, disciplina normativa e rastreabilidade de processos. A ausência de um Estudo Aeronáutico prévio expõe as operações a riscos regulatórios, falhas técnicas e fragilidades em auditorias. Este estudo é essencial para integrar a tecnologia aos princípios ESG, mitigando impactos ambientais e protegendo a segurança de trabalhadores e comunidades. Além disso, atua como um controle vital para a conformidade com a LGPD, estabelecendo limites claros para a captação e o armazenamento de dados sensíveis. A consciência situacional, que inclui desde a autorização de voo até a manutenção preventiva, é o diferencial para evitar erros e violações operacionais. Com o aumento da demanda e do tempo de uso dos equipamentos, a gestão de riscos torna-se indispensável para garantir a continuidade e a segurança das missões. Esta breve exposição oferece as diretrizes necessárias para elevar a maturidade operacional e a governança corporativa no uso de drones.
Dane Marcos Avanzi – Grupo Avanzi
A apresentação pretende discorrer sobre o 6G como resposta aos limites das redes atuais, posicionando a próxima geração não apenas como uma evolução de desempenho, mas como uma mudança estrutural no papel da conectividade. O 6G é apresentado como uma infraestrutura cognitiva que integra comunicação, sensoriamento e inteligência artificial, sustentada pela convergência nativa entre redes terrestres e não terrestres (TN + NTN), viabilizando cobertura contínua, resiliência e operação global. A narrativa destaca tecnologias habilitadoras como ISAC, IA em todas as camadas, NTN, edge computing, novas bandas e arquiteturas abertas, ressaltando o surgimento de serviços de sensoriamento nativo capazes de antecipar eventos e suportar automação e gêmeos digitais. Em seguida, conecta essas capacidades às necessidades de utilities, enfatizando continuidade operacional, atuação em áreas remotas, segurança de infraestruturas críticas e eficiência na gestão de ativos. Por fim, aborda o estágio atual e os desafios do 6G e reforça o Open RAN como pilar de flexibilidade e inovação, destacando o papel do Centro de Competência Embrapi Open RAN na preparação do ecossistema nacional para essa nova geração.
Alberto Boaventura - CPQD
Assim como a energia precisa de geração, transmissão e distribuição para chegar com segurança ao seu destino, a segurança de ambientes operacionais (OT) também exige uma jornada estruturada e sustentada por padrões internacionais.
Nesta palestra, apresentaremos uma abordagem de segurança OT fundamentada na norma ISA/IEC 62443 e seus pilares de Visibilidade, Riscos e Governança.
Thiago Tomal - NTT DATA
Fabio Marchiori - ARSITEC
Nesta palestra vamos explorar como a Telecom contribui para impulsionar a modernização das Utilities ao integrar pessoas, eventos de IoT, monitoramento e Centros de Controle, garantindo informação precisa e operações mais eficientes e orquestradas. Soluções como Despacho Inteligente, Cloud de Voz, UC, Omnichannel e Centros de Controle Hiperconectados elevam agilidade, inovação e resiliência, conectando toda a operação ponta a ponta.
Thiago Roldão Pinheiro Costa – Unify Mitel
O CPQD irá mostrar como pode apoiar as distribuidoras no tema de compartilhamento de postes, com foco em transformação digital e gestão eficiente dos ativos. O objetivo central é mostrar como o uso de inteligência de dados permite enfrentar o cenário atual de ocupação desordenada, promovendo maior controle, transparência e sustentabilidade na gestão da infraestrutura.
Fábio Maki Yamashiro - CPQD
A transformação digital nas utilities exige muito mais do que a adoção pontual de ferramentas de Inteligência Artificial. Exige visão arquitetural, integração entre sistemas, governança e decisões estratégicas bem fundamentadas.
Nesta palestra, a CelPlan apresenta um framework prático de topologias de implementação de IA para utilities, explorando desde as arquiteturas analíticas e preditivas até modelos operacionais. Serão discutidos os caminhos de evolução, os principais desafios técnicos e regulatórios, e os critérios que orientam escolhas sustentáveis ao longo da jornada digital.
Com exemplos, o público compreenderá como estruturar ambientes de dados, analytics e automação capazes de transformar informação em ação, gerar eficiência operacional, reduzir riscos e sustentar a inovação em ambientes críticos e regulados.
Ao final, os participantes terão uma visão clara sobre como alinhar tecnologia, operação e estratégia para construir uma base sólida de Inteligência Artificial nas utilities.
Thiago Zanin - CELPLAN
Quando o ambiente OT é diretamente atingido, as consequências deixam de ser hipotéticas — tornam-se um alerta imediato para qualquer operador de infraestrutura crítica. O ataque de dezembro de 2025 à rede elétrica polonesa demonstrou como falhas recorrentes como dispositivos de borda expostos, credenciais padrão e ausência de segmentação robusta podem permitir acesso profundo a sistemas industriais.
Esta sessão mostrará como transformar esse caso real em ações práticas, destacando:
• quais deficiências no ambiente da Polônia permitiram que o ataque fosse bem sucedido;
• como medidas simples poderiam ter sido tomadas para dificultar a atuação dos ciberatacantes;
• quais tecnologias poderiam ter sido implementadas para minimizar os riscos.
A participação nesta sessão permitirá refletir sobre como vulnerabilidades semelhantes podem existir em outras infraestruturas e quais medidas práticas podem ser adotadas para
reduzir a exposição e fortalecer a resiliência operacional
Roberto Suzuki -Fortinet
Nesta sessão, especialistas da TIVIT exploram os desafios críticos de Utilities em cenários de alta pressão regulatória e demanda por continuidade operacional, abordando como a convergência entre IT/OT e a integração estratégica de dados viabilizam uma tomada de decisão mais assertiva, transformando a complexidade do campo em resiliência e eficiência real para o negócio.
Thiago Dizotti Lourenço, Renato Teodoro Tocaxelli e Alexandre Parra Freire Cavalcante - TIVIT
Empresas de utilities operam ambientes complexos, com grande volume de dados e processos que não podem falhar. Nesta palestra, vamos mostrar como o BMC Control-M permite orquestrar e automatizar fluxos de trabalho de ponta a ponta, integrando aplicações, dados e plataformas. O resultado é maior previsibilidade operacional, redução de falhas e mais agilidade para suportar processos críticos como faturamento, gestão de energia e integração de sistemas corporativos.
Angelo Braga - VS DATA
A transição de modelos reativos para abordagens preditivas está redefinindo a proteção e a operação das redes elétricas modernas. A combinação de Edge Computing, Inteligência Artificial e conectividade 5G permite processar dados críticos em tempo real, reduzindo latência, aumentando a confiabilidade e antecipando falhas antes que causem impactos sistêmicos. Sensores inteligentes e algoritmos embarcados viabilizam análise local de distúrbios, detecção de anomalias e atuação automática em milissegundos. Com redes mais digitalizadas e distribuídas, torna-se essencial integrar comunicação ultraconfiável e processamento na borda para garantir resiliência operacional. A palestra apresenta arquiteturas, casos práticos e desafios regulatórios e tecnológicos para implementação em utilities.
Também serão discutidos impactos em continuidade do fornecimento, redução de custos operacionais e aumento da segurança energética. O objetivo é demonstrar como a convergência entre energia e telecomunicações habilita um novo paradigma de proteção inteligente, escalável e orientada por dados.
Rodney Rick - INATEL